Paz em meio ao caos
Se tenho um hobbie além de escrever eu diria que é chorar, eu choro bastante mas de verdade mesmo. Choro de felicidade, tristeza, quando estou confusa, quando penso demais ou quando não sei o que pensar. Quando me machucam muito ou quando me amam e demonstram de uma forma que eu realmente não esperava. Eu transbordo, assim como Alice no País das Maravilhas eu faço um verdadeiro tsunami com as minhas lágrimas. E isso me acalma, debruçada, deitada na minha cama e boiando sobre minhas lágrimas um sorriso vem e logo penso em voz alta "que bom que ainda estou sentindo algo", posso estar com dor ou muito feliz mas estou sentindo e isso não é fabuloso? Saber que em um mundo que reina frieza eu estou ardendo como uma fogueira em brasa, ardendo de sentimentos, ardendo em vida.
As ondas vão me levando, boiando eu em cima da minha cama. Posso ver reflexos na água salgada dessas emoções, as vezes são memórias, as vezes é sobre alguém, as vezes sou eu, sei que depois de esvaziar é incrível deleitar de saber que não importa o motivo o meu coração não se endureceu. Ele sabe que as batalhas estão por vir e mesmo que chorar pareça algo ruim, ainda sim me leva num passeio deveras interessante. Passeio pelo vale dos pensamentos e o bosque das intuições. É lindo, as vezes vem alguns vagalumes trazendo novas idéias iluminadas. Incrível como esse riacho de lágrimas tão sofridas fazem um caminho tão inspirador, respiro fundo e vejo que mesmo sozinha não é sinônimo de estar solitária. As vezes se conectar com alguém é algo prazeroso mas se conectar consigo mesmo é surreal.
Aqui estamos, eu, minha cama e o mar de lágrimas a minha volta, lágrimas que inundaram esse lugar, cada gotinha tem um motivo, cada gota uma batalha, uma ferida e mesmo boiando nisso tudo eu me sinto verdadeiramente em paz. Eu sinto muito por sentir muito. Mas, sinto muito mais por aqueles que pouco sentem - Nahaly Cristini
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